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Resenha: Querida Penelope

Título: Querida Penelope
Autora: Arquelana
Páginas: 279
Editora: Qualis
Classificação: Não recomendado para menores de 14 anos.
Pesquise os gatilhos antes de ler!
Onde comprar: Amazon

Sinopse: Cleo Rodrigues gosta de ter uma vida mediana.

Um trabalho confortável em uma editora de livros, dividir um apartamento com sua prima favorita e uma ex-namorada escritora de romances que nunca mais deu as caras depois de um término nada amigável.

Tudo que uma jovem tranquila precisa na caótica São Paulo.

Porém, as coisas saem de controle quando ela é demitida de seu emprego e Marina Fonseca, a responsável por quebrar seu coração, está de volta, mais bonita e carismática do que nunca.

Determinada a fazer qualquer coisa para não voltar para a casa dos pais com o rabo entre as pernas e retornar à sua rotina calma, Cleo topa um trabalho nada mediano: escrever cartas eróticas para figuras do judiciário brasileiro. E o pior, com a ajuda de sua ex-namorada, que regressa para lembrar a Cleo que ser mediano não é tão fácil assim.
Esse foi meu primeiro contato com a autora, não sabia muito bem o que esperar desse romance sáfico e fui surpreendida com uma obra divertida e muito criativa.
"À Ela, que mantém meu coração a dez mil pés do chão."

"Querida Penelope" é um livro repleto de representatividade LGBTQIA+ e conta a história de Cleo e Marina: ex namoradas que se reencontram depois de um término nada agradável.

Cleo mora com a prima e no momento está desempregada. Para conseguir pagar o aluguel, ajudar a família e as despesas médicas do avô, passa a escrever cartas erótic@s para figuras do judiciário brasileiro (deputados e senadores anônimos).

Marina é uma escritora de romances, de volta ao Brasil após um intercâmbio e um relacionamento abusivo. Sofrendo de bloqueio criativo para escrever seu próximo livro, esse será um dos motivos para reencontrar sua ex.


O livro tem uma escrita muito fluida, narrado pelo ponto de vista das personagens principais, além de apresentar um enredo secundário muito cativante. Ambientado em São Paulo, somos convidados a conhecer alguns pontos turísticos da cidade, nos deixando imersos pelas descrições de cada local visitado pelas protagonistas.

Achei muito original a trama ter como elemento principal as cartas erótic@s escritas por Cleo, além disso, esse assunto abriu espaço para debate sobre o gênero de romances hots e o preconceito literário existente nessa categoria.

Cleo e Marina são duas personagens muito fofas e com uma química de milhões que nem a distância foi capaz de destruir. A dinâmica entre elas é divertida e com muitos diálogos afiados. Amei acompanhar suas jornadas de evolução, principalmente a de Cleo, que tem uma mágoa guardada pela ex.

Se você procura por um livro repleto de referências da cultura pop, personagens identificáveis, relações, plots inesperados e muitas cartas inusitadas, te convido a conhecer "Querida Penelope".

Resenha: Garotas (Im)perfeitas

Título: Garotas (im)perfeitas
Autora: Raíssa Selvaticci
Páginas: 418
Editora: Qualis
Classificação: Não recomendado para menores de 14 anos.
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Onde comprar: Amazon

Sinopse: "Garotas perfeitas não tem namorados mortos, não investigam assassinatos e muito menos querem se envolver com pessoas que dizem odiar, mas existem certos prazeres que só a imperfeição pode oferecer."

Se o Ensino Médio fosse uma selva, Áustria Fontes seria um leão. Com um boletim cheio de notas impecáveis, rosto digno das capas de revista, um namoro perfeito e a dose de maldade necessária para se manter no topo, nada pode atrapalhar seu último ano no ensino médio — e sua carreira de miss em ascensão. Nada, exceto a morte misteriosa de seu namorado.

Como todo garoto rico e popular, Hélia Golucci carregava a admiração e o ódio de toda a escola nas costas. Com uma lista enorme de desavenças, Áustria sabe que qualquer um em American Saint teria bons motivos para matá-lo — ainda que a polícia descarte a hipótese de assassinato. Sem apoio das autoridades locais e na busca de entender o que aconteceu com Hélia, Áustria pede ajuda da melhor amiga do rapaz: Maya Jeong.

Se Áustria fosse um leão, Maya seria uma hiena. Com personalidades opostas, as garotas são como água e óleo, não se misturam e muito menos se entendem. Enquanto tentam desvendar o último segredo de Hélia Golucci e competem por um mesmo título, as duas entram em rota de colisão. Resta saber se o ditado que diz que os opostos se atraem é mesmo verdade — e se ganhar uma coroa é mais fácil que conquistar um coração.”
O que você irá encontrar em Garotas (Im)perfeitas:

🥰 Romance sáfico;
😒 Enemies to lovers;
😏 Uma só cama;
🔍 Mistério/crime.


Apenas alunos de elite frequentam o ensino médio de American Saint. Áustria Fontes é uma patricinha linda, notas impecáveis, um namorado popular e uma carreira de miss em ascensão. Hélia é o típico garoto rico e esnobe admirado e odiado por muitos estudantes.

Tudo parece perfeito até que Hélia é misteriosamente assassinad0, causando muita desordem nesse cenário falso de classe alta.

Sem apoio das autoridades locais e na busca de entender o que aconteceu com o namorado, Áustria pede ajuda da melhor amiga do rapaz: Maya Jeong.


O livro tem uma escrita leve e fluida, com capítulos alternados entre Áustria e Maya, possibilitando que o leitor conheça mais da personalidade de cada uma das personagens.

Eu adorei a evolução das protagonistas. Com o envolvimento de Maya na investigação, as duas foram se conhecendo gradativamente, até se darem conta de que estavam apaixonadas uma pela outra. Além disso, não falta química e foi muito divertido acompanhar a competição de miss entre elas.


O suspense não deixou a desejar, nos faz criar muitas teorias sobre quem pode ser o culpado e nos oferece muitos plots eletrizantes. Porém, o que eu mais gostei no livro foi o desenvolvimento da relação amorosa de Áustria e Maya e as referências de Taylor Swift e One Direction, que eu amo!
"Quando conheci você, pensei que fosse perfeita. Quando te conheci de verdade, descobri que não era. E nesse tempo que passamos juntas, percebi que garotas perfeitas não existem. Somos todas garotas imperfeitas procurando quem saiba lidar com nossas imperfeições. Quem as aceite. E quem as ame."
Assuntos sobre descoberta da sexualidade, aceitação e padrões de beleza são algumas das questões trabalhadas na história de forma responsável. É um livro que nos faz refletir sobre o quanto exigimos de nós mesmas, mas a verdade é que:

"Somos todas garotas imperfeitas procurando quem saiba lidar com nossas imperfeições. Quem as aceite. E quem as ame."

Se você curte um romance LGBTQIA+ apaixonante e cheio de reviravoltas, irá adorar essa obra.

Resenha: Uma casa para o coração

Título: Uma casa para o coração
Autora: Paula Pilar
Páginas: 150
Editora: Qualis
Classificação: Não recomendado para menores de 12 anos.
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Onde comprar: Amazon, Kindle Unlimited

Sinopse: Chicão era o administrador de um abrigo para crianças e constatou desde o primeiro instante que Andressa não era a pessoa ideal para estar naquele espaço. Ela sequer lavava a louça sem fazer estragos. Mas que culpa ela tinha? Sua vida de madame nunca permitira serviços braçais de qualquer espécie, o único movimento repetitivo que fizera com as mãos era digitar a senha do cartão de crédito. Disposta ao desafio, Andressa buscava uma porta de entrada para mostrar que era capaz. Chicão indicava-lhe a direção da saída. É possível mudar uma rota já estabelecida e trilhar novos caminhos?
Andressa é uma mulher privilegiada, de família rica e sempre teve tudo a sua disposição. Com o fim de seu casamento, sem dinheiro e processada pelo delito de ameaça, ela é obrigada a prestar serviço comunitário em um abrigo para crianças.

Quando o administrador do local, Chicão, a conhece, já cria uma antipatia pela moça e acredita que ela não é ideal para a função, contudo, Andressa aceita o desafio e promete mostrar que ela é capaz, mesmo que nunca tenha trabalhado antes.


"Uma Casa Para o Coração" é um spin-off do livro "Um Amor no Caminho" que, infelizmente, eu não li antes. Algumas coisas não ficaram muito claras em relação aos personagens envolvidos e seus passados, senti falta de um desenvolvimento melhor, mas em nada prejudicou a leitura como um todo.

Gostei de acompanhar a jornada de Andressa no abrigo das crianças, no início, ela não suportava a ideia de estar rodeada de pessoas simples, mas com o passar dos dias e conhecendo melhor todos que passaram a fazer parte do seu dia a dia e que, de certa forma, a acolheram, independente de suas dificuldades, ela passou a enxergar uma nova realidade bem diferente da que vivia e a tentar ser uma pessoa melhor.


Em relação ao romance, achei o desenvolvimento um pouco acelerado e não gostei muito das atitudes de Chicão em relação a Andressa, mas entendo a sua falta de confiança devido aos traumas que já carrega.

A tia Tereza foi a personagem que mais me encantou e com mais destaque, ela é uma senhora muito fofa e acolhedora, sempre praticando o bem. Mas os demais personagens secundários também tem sua presença, como a cobradora do ônibus e a assistente social.


O livro é narrado em terceira pessoa e a escrita da autora é bem fluida, como tem poucas páginas é possível ler rapidamente. E não posso deixar de comentar sobre a capa, achei muito linda a ilustração que remete muito a um lar acolhedor e tranquilo.

Em suma, se você busca por uma leitura leve e despretensiosa, oferecendo muitas reflexões sobre segundas chances, recomeços e acreditar mais no próximo, com uma protagonista que evolui conforme seus erros, eu indico muito esse livro.

Resenha: Contando Estrelas

Título: Contando Estrelas
Autora: Luciane Rangel
Páginas: 342
Editora: Qualis
Classificação: Não recomendado para menores de 14 anos.
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Onde comprar: Amazon, Kindle Unlimited

Sinopse: A ideia de um trabalho voluntário nunca passou pela cabeça de Elisa. Na verdade, era algo que ela jamais faria, não fosse essa uma exigência louca de uma das professoras da escola. O trabalho em dupla poderia ter sido com uma de suas amigas ou com o lindo do Miguel... Mas quis o destino, e o sorteio feito pelas mãos da professora, que o escolhido para ser seu par fosse o aluno novato da turma, um sujeito meio esquisito, calado, e que passava os intervalos das aulas no estranho hobby de dobrar estrelas de papel, como se elas tivessem algum significado. Mal sabia ela que o trabalho realizado em um hospital infantil, junto à companhia do "esquisitão", fosse acrescentar muito mais à sua vida do que as aulas do colégio. Ele parecia enxergar nas pessoas muito além do que olhos comuns poderiam ver, e suas estrelas pareciam fazer parte de algo maior do que um simples hobby. Algum tipo de missão, um tanto quanto mágica, que ela não era capaz de imaginar e que poderia tanto lhe trazer redenção quanto um coração partido. Elisa jamais imaginaria que surgiriam sentimentos com relação àquele garoto que tanto lhe intrigava.
Esse é meu primeiro livro solicitado pela Editora Qualis e minha primeira experiência conhecendo a escrita da autora Luciane Rangel e, posso afirmar com tranquilidade que fiz uma ótima escolha, que livro maravilhoso!!!


A história apresentada é um clichê sobre dois adolescentes que frequentam o ensino médio: Elisa, uma garota mimada e mesquinha e Fábio, um garoto novato, aparentemente, estranho e calado, vítima de comentários preconceituosos pelos alunos, especialmente por Elisinha e suas amigas.

Quando a professora informa que os alunos farão um trabalho voluntário em dupla, Elisa não imagina que será por sorteio e que o destino se encarregará de sorteá-la logo com Fábio, o "pobretão esquisito" que passa os intervalos das aulas dobrando estrelas de papel, como se elas tivessem significância e, que o trabalho será realizado em um hospital infantil. A garota mal sabe que a companhia de Fábio irá quebrar vários preconceitos existentes em sua vida, assim como essa experiência irá transformá-la para sempre.


Iniciei a leitura com as expectativas atendidas, me encantei pela capa do livro e esperei um romance fofo, só não esperava que fosse muito mais que um clichê gostoso de ler. Essa obra nos presenteia com muitas mensagens lindas e necessárias sobre empatia, personagens bem construídos, uma escrita envolvente, fluida e tocante.
"Nem sempre nós sabemos o que é melhor para as nossas vidas. Mas tudo fica mais fácil quando você passa a enxergar a vida com outros olhos."
A narrativa é contada em primeira pessoa pelo ponto de vista da protagonista, confesso que me deparei com uma personagem insuportável que me irritou muito. Elisa é uma jovem com uma boa condição de vida, mas falta muita humildade em seu coração, é egoísta e muito fútil, não enxerga nada além do seu mundinho perfeito. Em contrapartida, Fábio é muito cativante, empático e humano demais, sempre focado em ajudar, não é um rapaz comum, é como se fosse um enviado por Deus com um propósito de vida muito maior.


O ponto alto da história é o processo de evolução de Elisa, com o decorrer das páginas vamos acompanhar seu crescimento ao lado de Fábio e seu voluntariado no hospital infantil. Vivenciando tantos momentos e experiências emocionantes sua visão de mundo mudará completamente, percebendo o quanto dá importância nas coisas banais.
"- Mas é exatamente o que isso é. Não é de todo errado ter defeitos, porque isso todo ser humano tem. É acessório de fábrica. Errado é não tentar melhorá-los."
"Contando Estrelas" me surpreendeu, não consegui parar de ler, me emocionei, sorri, chorei, mas terminei a leitura com o coração quentinho e refletindo sobre o significado da empatia com o próximo e como a felicidade está presente nos pequenos gestos. É uma obra que eu indico para todos, prometo que irão se apaixonar!
Ana Paula

Aninha, 36 anos, Goiânia - GO. Designer de formação e coração. Ama estar em casa no aconchego dos seus livros, séries e filmes.




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